Exceto quando faz outra pessoa sangrar Te vejo sonhando e isso dá medo Perdido num mundo que não dá pra entrar Você está saindo da minha vida E parece que vai demorar Se não souber voltar ao menos mande notícias Cê acha que eu sou louca Mas tudo vai se encaixar
Tô aproveitando cada segundo Antes que isso aqui vire uma tragédia
E não adianta nem me procurar Em outros timbres, outros risos Eu estava aqui o tempo todo Só você não viu
Você tá sempre indo e vindo, tudo bem Dessa vez eu já vesti minha armadura E mesmo que nada funcione Eu estarei de pé, de queixo erguido Depois você me vê vermelha e acha graça Mas eu não ficaria bem na sua estante
Tô aproveitando cada segundo Antes que isso aqui vire uma tragédia
E não adianta nem me procurar Em outros timbres, outros risos Eu estava aqui o tempo todo Só você não viu
Só por hoje não quero mais te ver Só por hoje não vou tomar a minha dose de você Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se curam E essa abstinência uma hora vai passar...
Aproveitando as leituras por aqui deixo um trecho de um dos livros que li há uns anos atras e gostei muito... Aproveitem...
Pois é... chego a mais um dia varado de elogios rasgados. Admirações incontidas e afins. Afinal eu sou do caralho mesmo. Aquele puta amigo pra todas as horas. O capacho psicológico providencial. Realmente eu devo ser bom mesmo. Ouço elogios tão interessante que nem mesmo eu, no auge da minha criatividade, pensaria em usar. Palavras lindas que eu nem sei o significado. Então falar comigo é um alivio. É tudo o que vocês precisam né? Deve ser mesmo. Um amigo com ouvidos de cabine telefônica, cérebro de esponja e coração de aço. Uau, fogem-me palavras que me definam. Mas eu devo ser ótimo mesmo. Sou o seu melhor amigo, afinal. Entendo teus anseios, estou sempre a postos, com o meu celular 24horas e minha solidariedade delivery. E o pior é que o flagelo me agrada; traz vocês todas pra perto de mim. Só que hoje eu acordei cansado. Eu ouvi demais ontem, e dormi pouco. Falei muito, ouvi um obrigado lacrimoso e emotivo, porque eu sou um amor mesmo. Vocês todas me ligaram quase ao mesmo tempo. Cada uma com suas mazelas codiais. Querendo que eu colocasse o esparadrapo da minha sobriedade em cima dos teus corações partidos. Que remendasse e acertasse teus pensamentos tortos com meu fórceps de discernimento. Deve ser muito bom ter alguém como eu, não é? Aliás, me contem um pouco... Como é repousar essa areia movediça que são tuas urgências imprescindíveis sovre o alicerce seguro do inabalável amigo? Sobre o super-homem-sentimental onisciente que tudo vê e entende, e que por azar dele próprio gosta de falar e falar; e adora ser prolixo?
Só que eu amo todas vocês, e não quero mais o Oscar de ator coadjuvante. O dublê de cérebro e homem ideal. Não quero ser o cara que entende cada centímetro de vocês, mas que deixa pros outros comerem o corpo inteiro.
E a água salobra que meus olhos expulsam pelos meus motivos? E as paredes nas quais eu tenho vontade de dar de cara pra me desfigurar e deixar de ser eu mesmo? E quando eu recuso o esperlho por não ter vontade de olhar pro meu próprio rosto, porque vai ser sempre o mesmo idiota que eu vou encontrar pela frente? O mesmo iluminado que cuida dos outros e larga a si mesmo. O incrível heróis que sempre retorna sozinho à sua caverna. O coração de porcelada fantasiado de pedra. É a minha frqueza, que eu escondo de vocês sempre que eu estufo o peito e digo com todas as letras que estou bem. Claro. Porque além de tudo sou um otimista irremediável e espontâneo. É disso que vocês precisam? Da placidez como substantivo que até em sua morfologia é insosso? Da enxurrada de palavras encorajadoras e entusiasmantes que vocês sabem que eu sei dar, assim, de graça e de coração? Pois é... eu sei mesmo. E é de coração mesmo. E é incondicional. Incondicional para vocês. Porque agora eu estabeleci uma condição exclusivista e egocêntrica pra mim. E a minha condição é cuidar dos meus fantasmas. É procurar instrumentos que me alertem da minha condição. E não ser um trem desgovernado com carga tóxica como tenho sido. Porque a carga só atinge a mim. Porque o meu mundo é pesado o bastante, e o excesso de carga começa a interferir a cada olheira roxa que meu olho seco denota.
Queria comer chocolate, mas hoje cedo eu transferi todas as minhas carências pras duas barras de 200g que tinha aqui em casa. Queria que as mulheres que eu amo fossem mihas; uma só. Queria ser burro. Queria ser completamente burro; nascer na areia e achar que o cérebro das gatinhas está na bunda. Queria ser mais egoísta. Queria deixar meu cabelo crescer só por desleixo. Queria cessar minhas auto mutilações diárias. Queria parar com a mania de só chorar sozinho.
Queria não mais andar em círculos nesse labirinto infinito e traiçoeiro que atende pelo nome de mente.
(Trecho do livro: Crônicas Atemporâneas - Fabio T. Torres) De boa...
Há quem diga que mulheres, quando são amigas, ficam insuportáveis, porque concordam sempre uma com a outra e não se desgrudam.
Há quem diga que as mulheres são falsas e fofoqueiras (na minha modesta opinião, boa parte delas é mesmo).
Há quem diga que as mulheres brigam, discutem, se desentendem, mas nunca deixam de ser amigas.
A verdade é que é muito bom ter amigas.
A cumplicidade, o carinho e a compreensão que pode acontecer entre duas mulheres são as coisas mais lindas que somos capazes de alcançar. A vida nos apresenta milhares de pessoas. E cada uma delas vem cumprir um papel conosco.
Todas elas ficam na nossa memória, nos nossos hábitos, nas nossas fotos, nos nossos guardados... E no meio de tudo que se sente de dor ou de prazer. Eu tenho saudade de todas as amigas que já tive na vida, mesmo aquelas que me machucaram. E tenho saudades de mim mesma quando lembro de alguma amiga que perdi.
Tem aquela amiga de infância, que brinca de casinha e de escolinha com você.
Tem as amigas da família, as primas, irmãs e tias, que sempre estão indo e vindo da sua vida, provando que o tempo passa, mas certas coisas nunca mudam.
Tem aquelas amigas de escola, com quem você briga, brinca, faz trabalho, apronta com a professora, escreve no caderno de recordação, troca papel de carta. E geralmente são essas as que lhe oferecem as primeiras oportunidades de dormir fora de casa, longe dos seus pais, e mostram outras possibilidades e estilos de vida.
Tem aquela amiga mais velha, que deu o primeiro toque de que você precisava usar sutiã. Aquela amiga desbocada que só fala palavrão e se mete em encrenca, mas faz você rir muito. Tem aquela outra que é chorona, aquela que critica você a cada 5 minutos, aquela nerd / cdf que sabe de tudo e aquela melosa, que gosta de abraçar e mandar recadinhos de amor.
Tem aquela com quem você anda de braços dados pra todo canto.
Tem também aquelas que vêm e somem, mas parecem sempre as mesmas.
Aquela pra quem você conta absolutamente tudo, e sente que foi entendida, e sai aliviada.
Aquela que te dá broncas e manda você parar de roer as unhas.
Aquela que não tem vergonha de dizer que te ama.
Aquela que apresenta os melhores caras.
Aquela que passa com você o momento mais difícil da sua vida.
Aquela que liga todo dia. Aquela intelectual, que te ensina milhares de coisas.
Aquela que desistiu de um cara porque sabia que você estava a fim. E aquela que roubou seu namorado.
Aquela que abraçou em silêncio e sentiu você chorar, e aquela que virou as costas quando você mais precisou.
Aquela que faz tudo que você pede e aquela egoísta.
Aquela que ouve quando você está apaixonada e passa horas falando do mesmo assunto. E aquela que entende quando você a deixou pra ficar com seu namorado. E aquela outra que exige a sua atenção. Tem também aquela que apóia as suas loucuras. E a outra que reprime você em quase tudo.
Tem aquela idealista, com quem você discute horas os problemas existenciais da humanidade. Aquela que só liga no dia do seu aniversário, e que mesmo assim você adora. Aquela que te indica ginecologista.
Aquela que parece sua mãe, e vive pra te dar conselho. A mãe da sua afilhada. A madrinha da sua filha.
Aquela de quem você sente muito ciúme.
Aquela que você invejou secretamente.
Tem também aquela por quem você sente um carinho enorme desde a primeira vez que viu.
Aquela que você odiou no começo, mas depois passou a amar, e aquela que decepcionou horrores.
Aquela que escreve e manda poesias, sempre na hora certa, na hora em que você mais precisava. Aquela que te empresta apartamento pra você passar o feriadão.
Aquela que pede a Deus por você quando ora.
Aquela que você conheceu pela Internet e que se tornou uma amigona do coração, e com quem você fica horas digitando.
Aquela que você magoou porque trocou ela por outra que não valia nada.
Aquela que te deu o conselho certo, que você não ouviu. E aquela que você conheceu no ônibus, ou na fila de cinema.
Aquela que voltava com você da faculdade.
Aquela que abraçou no velório de alguém querido seu.
Aquela que trabalha com você todos os dias, com quem você divide trabalho e confidências. Aquela que te avisa cochichando que a sua calça está manchada ou que o botão da sua blusa está aberto, ou que tem batom no seu dente.
Aquela que presenciou o maior mico, segura seu braço quando você tropeça ou quando vai atravessar a rua sem olhar.
Aquela que leu o trabalho que você precisava entregar e deu dicas pra melhorá-lo.
Aquela que irrita, mas que você não imagina a vida sem ela.
Aquela de quem você sente saudades, mas por alguma razão obscura, nunca arruma tempo pra ligar.
Aquela que organiza uma festa surpresa pra você.
Aquela que defende você de tudo e de todos.
Aquela que paga coisas pra você quando você está sem grana.
Aquela que sempre traz um presentinho.
Aquela que liga pra casa do seu namorado pra saber se ele está vivo quando ele acha de sumir e você quase enlouquece.
Aquela que chora a sua dor.
Aquela que te deu a dica que te fez mudar de emprego e, por conseqüência, mudar a sua vida.
Aquela que tem uma mãe boazinha que você às vezes queria que fosse sua.
Aquela problemática ou aquela esnobe.
Aquela de quem você arrumou o véu antes de ela entrar na igreja pra se casar.
Aquela que era a mais chegada, mas sumiu e você nunca mais soube. E aquela que é uma irmã pra você.
E tem também a melhor amiga. Aquela. Que é simplesmente aquela.
Ainda existem as lindas que infelizmente não conheci pessoalmente, como a Júnia, a Silvia,a Rere que apesar de tudo sinto saudades, são pessoas q passaram e marcaram... Meninas são fofas, diferentes dos meninos, mas quando sinto algo por elas já fico feliz, afinal amizade feminina é complicadinho.rs. essas sabem... mas amigo, não importa o sexo, eu ADORO...
Redação feita por um candidato num processo de seleção. Não sei se ele foi aprovado, mas ta valendo.
Eu já dei risada até a barriga doer, já nadei até perder o fôlego, já chorei até dormir e acordei com o rosto desfigurado. Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone, já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo, Já fiz confissões antes de dormir num quarto escuro pro melhor amigo. Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda. Conheci a morte de perto, e agora anseio por viver cada dia. Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já saí pra caminhar sem rumo, sem nada na cabeça, ouvindo estrelas. Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só. Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar. Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial. Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para sempre" pela metade. Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração. E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: "- Qual sua experiência? " Essa pergunta ecoa no meu cérebro: " Experiência...experiência..." Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência?