domingo, 5 de setembro de 2010

Aura Negra - Academia de Vampiros

Ser novo e se apaixonar por alguém mais velho costuma criar certos problemas, piora quando essa pessoa além de mais velha tem um trabalho que atrapalha o relacionamento, o impede de vivenciá-lo 100%, e dependendo da etapa de sua vida esse problema tem uma intensidade maior, acredite, se apaixonar por instrutor nem sempre é a melhor coisa a se fazer, mas quem manda no coração?

Essa poderia ser a minha história, mas não é, foi uma “vivencia” de Rose em “Aura Negra – Academia de Vampiros”, uma aprendiza de guardiã de vampiros que se apaixona pelo instrutor, o pior, é correspondida mesmo ele evitando, ai vem todo aquele tormento de relacionamentos que alguém tem a cabeça centrada no que é certo, mas enfim.

Conflitos familiares, entender (ou ter idéia do que se passa) a cabeça da melhor amiga, paqueras de escola, rebeldia, desenvolvimento e enfrentando pra valer quem cruzasse seu caminho, tem um pouquinho de cada coisa no livro, mas sem exageros.

O livro apesar disso não me lembra Crepúsculo, deve ser por isso que não veio com a corda toda, não creio que as meninas queiram se ver como guerreiras ávidas por destruir um strigoi, sim, quando falam que a Meyer só teve sucesso por isso, por realizar sonhos de menininhas e menininhos, tinham razão. Mas tudo bem, não é um livro que saio recomendando, não mesmo, li este só porque li Beijo nas Sombras, da mesma série. Estou querendo me afastar dos livros tão juvenis, não por preconceito, mas não tem me agradado tanto como antes. Sim, eu ainda era criança.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Nada a dizer

Já ouvi tanto as pessoas falarem “eu te amo eternamente”, “você é o amor da minha vida” e blas mais e “do nada” terminam seus relacionamentos, não sem dor, mas também sem muita demora em achar um novo “amor eterno”, não é bem disso que o livro fala, ele trabalha com traição, o engano, as mudanças a revelação, o pós-traição, mostra que amar não é tão fácil assim e perdoar então... tem muita coisa por trás disso, às vezes achamos que amamos alguém e então vimos que não é tão por ai, mas o que é pior é que às vezes achamos que somos tão íntimos de alguém e tudo desmorona e descobrimos novas coisas, tem um capitulo do livro que fala assim “... Eu tinha lutado minha vida inteira para obter o que sempre me pareceu sumamente desejável: a intimidade sem necessidade de defesas com outra pessoa. Achei, minha vida inteira, que seriam os relacionamentos longos e monogâmicos os que poderiam oferecer esse enorme prazer – o da ausência de agenda oculta, de jogos, de cuidados...” e assim ela continua falando que tudo isso desmoronou (ao modo dela) e realmente desmorona quando descobrimos que a coisa não é por ai, tive uma experiência bem traumática, não foi de um relacionamento mas essa sensação de jogo aberto por causa da intimidade também achei acontecer com amizade, não de uma intimidade infinita, mas mínima de papos e verdade de jogo aberto por ele mesmo e não era assim, ilusão minha, como a protagonista tinha de ter uma vida sem certas preocupações, ela demorou para se acertar, passou por crises, enfrentou coisas, mudanças e eu continuo fazendo isso e olha que é difícil, algumas coisas por mais que tentemos não mudar acabam mudando e aprendemos a dar valor a outros detalhes, a nutrir e aprender dia a dia novas conquistas, do livro aprendi que existem coisas que mesmo numa relação de anos você tem que nutrir dia a dia, cuidar dia a dia para não cair na enganação, não só do outro, mas própria, foi uma lição de vida num livro, como costuma ser. Elvira Vigna mandou muito bem em “Nada a dizer”, por que algumas coisas simplesmente não precisam ser ditas, não é atoa que ela foi tão bem resenhada.

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