Já li alguns dos livros da Medeiros, sendo a maioria de crônicas cotidianas, um dos meus preferidos não são de contos, Divã, sim o que deu origem ao filme, que foi extremamente fiel ao livro, fiquei feliz por isso.
- Em “Cartas Extraviadas” as poesias são os sentimentos e as idéias expostas.
bate o coração mais rápido na presença do seu amado
mas na presença de um miliante também, quem lhe garante?
você passa noite e dia pensando na namorada
mas na sua conta corrente também, quem lhe garante?
as saudades do cheiro dela lhe pressionam o peito
mas a saudade dos tempos de estudante tambpem, quem lhe garante?
milhares de fotos da eleita decoram a sua casa,
mas você tem a fantasia de um flagrante, quem lhe garante?
você daria a vida para tê-la neste instante
mas não pode prever mais adiante, quem lhe garante?
como é que você sabe que ama, consultou sua cartomante?
- “Non-Stop” trabalha mais com o nosso dia-a-dia noticiado nas TVs e jornais, não, não é o noticiário que ela nos apresenta, ela utiliza neste livro os fatos para criar suas crônicas, do jornal para nós.
"Leitura é sempre um prazer, mas pelo computador é um prazer menos envolvente. Acessou, leu, gozou e desligou. Sexo sem amor. "(Martha falando no conto "Sexo sem amor" sobre os e-books, em maio de 2000)
- “Doidas e Santas” não escapam dos momentos vividos, um exemplo é a crônica “Antes de Partir”, lembra alguma coisa? Sim, o filme, ela fala do filme, é um livro realmente das crônicas escritas para o jornal Zero Hora, mas esse fato não desmerece o trabalho que realmente ficou bom, prova disso é o texto com o mesmo nome do livro.
"Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer um que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascinante.
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E santa, fica combinado que não exite. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazes da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só sendo louca de pedra."
- E o que você sempre quis dizer a alguém - e nunca teve coragem? O que precisa falar de uma vez por todas - mas desiste, espera, até chegar o momento mais apropriado? Em "Tudo que Eu Queria te Dizer", Martha Medeiros encarna personagens que assinam cartas reais, trágicas, por vezes cômicas, devastadas por sua dor. Em comum, as personagens deste livro têm a verdade de quem atravessa um ponto de virada em suas vidas e resolve colocar as cartas na mesa. (sinopse do livro). Um livro, particularmente, adorável.
"Ma belle, viver bem não é para amadores. Puxe para si a responsabilidade de encerrar de vez essa inimizade estéril, esse desgaste emocional tão nocivo à pele e ao humor. Você não é uma menina, é uma mulher. E uma mulher deve saber discernir o que é, de fato, uma derrota e uma vitória. Derrota é quando a gente ganha dos outros, mas desiste de si mesma.
Ao seu lado, mesmo que você não veja,Cris"
- “Divã”, sentar num divã é mais do que começar a falar, é se libertar e foi isso que Mercedes fez, descobriu mais coisas do que buscava, mudou a vida, com felicidades e tristezas, teve uma vida uma curtição, frases únicas que até eu me identifiquei, Divã foi um livro que eu recomendei e assisti de verdade.
"Onipotente por quê? Realista, meu caro. Sei que será um caso breve e não estou morrendo de amores por ninguém, apenas estou usufruindo uma experiência que eu já deveria ter vivido há mais tempo. Caramba, não tenho mais 15 anos, posso arcar com minhas aventuras, ou não?"
Martha com seus contos, crônicas, poesias e livro participaram bem do meu 2010. Dêem uma fuçada se tiverem oportunidade.
