quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Lucas Moginie: O azar é meu amigo

Quando a sorte bateu na minha porta num dia de domingo eu gritei “já disse que não quero comprar enciclopédia nenhuma, seu mala”, e ela nunca mais voltou. Só me dei conta do ocorrido dois dias depois quando a porta deu cupim. Sabe aqueles seres voadores que todo mundo acha uma graça e chama de bichinho de luz? Bichinho de luz seria se nascesse dentro da lâmpada ou surgisse ao riscar o fósforo. Esses nascem mesmo na madeira que, diga-se de passagem, eles comem, digerem e botam para fora. É uma espécie de arte contemporânea só que com mais significado.

Chamei um especialista e ele me disse para ficar despreocupado, que o cupim de madeira seca não passa para outras madeiras. Só come aquela até acabar e depois a colônia morre. Claro, claro. E como esse veio parar aqui então?

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