Lembro da primeira vez da menina linda sentada no gaveteiro próximo à porta, numa dessas minhas noites de breve sonolência. Olhava para mim como se olhasse um bicho estranho, algo a ser analisado, estudado, verificado com muito cuidado. Confesso possuir receio ao olhar seus olhos que estão fixos em mim, mesmo vindo de uma criança, recordo da velha frase de Nietzsche, em minha infância “Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você.” tenho medo que através deles ela consiga invadir minha mente e fazer tudo que deseja ao saber o que penso.
Divago nesse medo por meros segundos, que mais pareciam eternos que retornei ao mundo real um tanto atordoada. Passo a entendo porque as pessoas desconfiam até de suas sombras. Sentem medo do que pensam, do que desejam, do que fazem, sentem medo de serem descobertas de algo que nem sempre sai de suas mentes. Meio zonza passei a olhar aquele rosto angelical e persistente de outra forma, vendo que foi um engano desconfiar de alguém tão pura. Só que enganos nem sempre o são, sua amiga de companhia, a que a trouxe até meu quarto já era bem conhecida, a ruiva sempre me visitava nas suas noites de folga, bem que aquela gargantilha me deixava cismada com alguma coisa...
Sinto-me um pouco mais humana ao ser analisada pela pequena pirralha, acho que ela também se sente mais calma com a minha aceitação, começa a se soltar um pouco. Todos sempre precisam de uma aprovação, seja qual for. Mais uma visitante em minhas noites, agora será interessante, essa só tem um problema, parece uma morceguinha de ponta cabeça em minha porta. Dá-lhe os estranhos costumes.
Divago nesse medo por meros segundos, que mais pareciam eternos que retornei ao mundo real um tanto atordoada. Passo a entendo porque as pessoas desconfiam até de suas sombras. Sentem medo do que pensam, do que desejam, do que fazem, sentem medo de serem descobertas de algo que nem sempre sai de suas mentes. Meio zonza passei a olhar aquele rosto angelical e persistente de outra forma, vendo que foi um engano desconfiar de alguém tão pura. Só que enganos nem sempre o são, sua amiga de companhia, a que a trouxe até meu quarto já era bem conhecida, a ruiva sempre me visitava nas suas noites de folga, bem que aquela gargantilha me deixava cismada com alguma coisa...
Sinto-me um pouco mais humana ao ser analisada pela pequena pirralha, acho que ela também se sente mais calma com a minha aceitação, começa a se soltar um pouco. Todos sempre precisam de uma aprovação, seja qual for. Mais uma visitante em minhas noites, agora será interessante, essa só tem um problema, parece uma morceguinha de ponta cabeça em minha porta. Dá-lhe os estranhos costumes.

Estou virando seu fã... Escreve com doçura, hora ou outra até me esqueço que você fica brava fácil.. hehehehe... Um verdadeiro anjo quando escreve, mesmo um esse ar sombrio... Ah, sou seu fã mesmo... ehehehe
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