quinta-feira, 19 de junho de 2008

Tudo a mesma coisa

A você,

Carta lida e refletida, assim que vejo o papel colocado encima da mesinha. Quem quer que tenha escrito pensou e despensou inúmeras vezes, mas no final perdeu para as idéias persistentes que decidiram se registrar, assim como as minhas.

No final é tudo a mesma coisa, o papel já não mais branco. Ponto no final da frase. A caneta que deixou de dançar. A dobra no papel de carta. O envelope a ser preenchido. Da mesma forma é a vida, no final é tudo a mesma coisa, o corpo inerte, carne e osso, sem calor, sem sentimentos (como se fizesse mesmo parte de um corpo), sem nada.

O que realmente faz a diferença é o que acontece entre o começo e o fim, entre a primeira letra e o último ponto. Entre o primeiro e o último respiro. O que importa mesmo é o conteúdo, as piadas, as palavras de carinho, os abraços convidativos, os sorrisos, as demonstrações sentimentais, as declarações, os gritos de saudades, as viagens, o que se escreve, o que se fala, para quem ligamos naquele momento, com quem rimos. No final só importa com quem compartilhamos aquela notícia e a música...

Na vida e nas cartas temos inúmeros momentos e é por isso que nela temos que escrever como falamos ao outro presente, a carta é para você que está distante, para você que não vejo. A vida, eu compartilho com quem estiver ao meu lado e somente isso faz a diferença. Porque no final... É tudo a mesma coisa.

Com respeito e sorriso no rosto,

VampyrAngel*July


Texto escrito para o blog Cartas que Guardei. Aproveitem...

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