quinta-feira, 8 de julho de 2010

"O prédio, o tédio e o menino cego"

Há uns dias estava lendo no trajeto de casa para o trabalho, e vice-versa, o livro de Santiago Nazarian “O Prédio, O Tédio e O Menino Cego”, após um dia cansativo de trabalho estava no ônibus com a minha gestora e ela me perguntou em qual deles eu me via, ela não leu o livro e já estava me jogando na parede, querendo que eu respondesse logo qual deles, se ainda perguntasse dos personagens eu talvez parasse para pensar, mas acho que a pergunta foi tão surpreendente e sem sentido no momento que eu respondi de imediato “O prédio”, quando terminei o livro não mudei de idéia, entre os três essa era eu, o prédio inclinado, tá, o livro para mim foi um tédio até a metade do livro, odiei o capitulo que era pra falar que era um tédio, mas não vim falar do livro em si.

O Prédio inclinado na verdade tinha vários motivos para ser assim, uma construção, uma mudança difícil que o manteve daquele jeito por anos, ele aceitava e ejetava pessoas quando bem entendesse, as pessoas tinham que se acostumar com o jeito diferente dele comparado aos outros e estranharam quando ele mesmo mudou. Quem nunca passou por coisas semelhantes? Aceitar e “rejeitar” pessoas que apareciam em suas vidas, aceitar e depois ver que não era o melhor, mudar e assustar com essa mudança, ter contato com inúmeros tipos de pessoas. Acho que foi por ai que meu subconsciente se baseou para responder a pergunta louca que recebi. O Prédio inclinado tinha um pouco de mim e com certeza tem um pouco de você, acho que sem querer, ou querendo, vai saber, Nazarian sabia o que estava escrevendo e como estava.

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