sexta-feira, 30 de julho de 2010

Senhor dos Aneis - Livros

Sim, depois de sabe lá quantos anos eu li até o final "Senhor dos Aneis - A Sociedade do Anel", falta os outros dois, mas vamos com calma, um livro de cada vez.
Prometi a mim mesma que não assistiria ao filme que nem gente grande até que terminasse os livros e acredite até hoje não assisti até ao filme o segundo e nem vi trecho do terceiro, sim, como disse meu dentista eu sou anormal.
Lendo esse livro vi várias ações/personagens que você pode ver no nosso dia-a-dia, o amigo fiel mesmo com duvidas do caminho, os amigos que te acompanham porque querem demonstrar a lealdade, o traiçoeiro, o de momento, os rivais que podem se tornarem amigos, entre outros. As cena tenho até medo de comentar, melhor deixar quieto. Mas algumas coisas apertam o coração, outras nos dá um pic extra. Valeu a pena a leitura, apesar dos demais comentários.

Falando em comentários, existe no youtube um vídeo do Felipe Neto (Não Faz Sentido) que fala do livro Crepusculo, ele ACABA com o livro e alguns comentários tentam acabar com ele, mas não dá muito certo, FELIZMENTE, os tipos de comentários que mais aparecem é falando que ele que é super fã porque leu os livros e assistiu aos filmes, mas cara é óbvio que ele fez isso, não se pode falar mal de algo sem conhecer, achar que é infantil, que não é bom, por algumas resenhas, orelha e pequenos paragrafos é uma coisa, agora falar MAL mesmo só conhecendo, lendo para ter reais justificativas, que é o que ele põe, eu li e PUTZ, que saco, alguns a leitura passa rápido, outros uma tortura, no final foi só um livro, nada de bom, sem sentimentos, sem atingir empolgação alguma em mim, nem as "piores" me fizeram falar nada/sentir nada. Não, eu nunca recomendei esse livro pra ninguém, mas é o que falava "ao menos vi pontos pra diferenciar algo bom de algo ruim e ter base pra criticar", quem me conhece tem a minha base pra reclamar também.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Meu Amor é Um Vampiro

O último livro que terminei foi “Meu Amor é Um Vampiro”, me arrependo incrivelmente de não ter ido ao lançamento, mas cada um tem seu momento para as coisas.

O livro é uma coletânea com 9 autoras, organizado por Eric Novello e Janaina Chervezan, apesar de ter achado a capa algo meio adolescente, eu conhecia o trabalho do Novello e de algumas das autoras, mesmo se fosse juvenil demais a qualidade compensaria a leitura, bem que dizem que capa não revela o conteúdo e nem sempre uma boa capa é sinônimo de bom livro, e vice-versa, mesmo eu sendo daquelas que tem a visão que uma boa capa faz um grande diferencial, enfim.

“Meu Amor é um Vampiro” me agradou demais e fico feliz por ter lido, ele mostra diferentes personagens lidando com isso que chamamos de paixão, amor à primeira vista, sensações estranhas ao ver alguém, cada autora ao seu modo mostrar como nem tudo é fácil, nem todo amor adolescente é mil maravilhas, nem todo sentimento é correspondido, nem sempre a beleza é que conta e nem sempre devemos confiar fielmente em quem diz nos proteger. Como não poderia faltar em um livro de vampiros existiu a sedução, a magia, a força, o sangue, a lealdade com o que se deseja. Do dócil ao “bruto”, do racional ao irracional, do querer e não querer amar, do mistério as descobertas tudo em algumas páginas.

Elas mandaram ver.

“Meu Amor é Um Vampiro” Quem nunca se apaixonou que enfie a primeira estaca.

Tem dias que acordamos como se fossemos mentir pro mundo inteiro, aquela sensação de ter que respirar fundo e encenar até a hora de voltar para cama.

Hoje foi meu dia, o dia em que acordei sem querer abrir os olhos, enrolei na cama querendo que tudo não fosse nada além de um sonho, um pesadelo, mas era realidade. Dia chuvoso, me desligava totalmente. Agora responda “Quem foi que disse que pesadelos não se tornam realidade?” Vi isso hoje, não sei como, não sei por que.

Não vi quem eu queria, senti saudades de quem não deveria, comecei a sentir de quem eu tinha por perto, estamos crescendo e eu ainda finjo que sei lidar com isso, tapa na cara é sempre bom. Sonhei, escrevi, desenhei, fotografei, recordei e o melhor é que não fugi de mim 100%

Agora é hora de correr e crescer de verdade, mesmo sendo chato.

Como dizia Cazuza “O Tempo não para”.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

"O prédio, o tédio e o menino cego"

Há uns dias estava lendo no trajeto de casa para o trabalho, e vice-versa, o livro de Santiago Nazarian “O Prédio, O Tédio e O Menino Cego”, após um dia cansativo de trabalho estava no ônibus com a minha gestora e ela me perguntou em qual deles eu me via, ela não leu o livro e já estava me jogando na parede, querendo que eu respondesse logo qual deles, se ainda perguntasse dos personagens eu talvez parasse para pensar, mas acho que a pergunta foi tão surpreendente e sem sentido no momento que eu respondi de imediato “O prédio”, quando terminei o livro não mudei de idéia, entre os três essa era eu, o prédio inclinado, tá, o livro para mim foi um tédio até a metade do livro, odiei o capitulo que era pra falar que era um tédio, mas não vim falar do livro em si.

O Prédio inclinado na verdade tinha vários motivos para ser assim, uma construção, uma mudança difícil que o manteve daquele jeito por anos, ele aceitava e ejetava pessoas quando bem entendesse, as pessoas tinham que se acostumar com o jeito diferente dele comparado aos outros e estranharam quando ele mesmo mudou. Quem nunca passou por coisas semelhantes? Aceitar e “rejeitar” pessoas que apareciam em suas vidas, aceitar e depois ver que não era o melhor, mudar e assustar com essa mudança, ter contato com inúmeros tipos de pessoas. Acho que foi por ai que meu subconsciente se baseou para responder a pergunta louca que recebi. O Prédio inclinado tinha um pouco de mim e com certeza tem um pouco de você, acho que sem querer, ou querendo, vai saber, Nazarian sabia o que estava escrevendo e como estava.

domingo, 4 de julho de 2010

O (Não) Retorno

Não sei se voltarei a postar, pode ser que um dia eu acorde e decida vir até aqui rabiscar alguma coisa, pode ser que eu suma por um ano como da última vez, tudo é possivel se tratando de mim e mais ainda desse blog. Não sei por qual motivo criei, o porquê de ter pseudo-voltado, não sei de muita coisa, talvez saiba e não queira falar, talvez seja só pirraça, pode ser que daqui uns dias eu coloque tudo que eu leia no papel, ser que tudo fique para mim mesma, afinal nem todo mundo quer ouvir/ler os outros e não sou eu que vou mudar isso, até porque a vida já muda muita coisa ao nosso redor...

Vamos lá que a semana ainda nem começou e já quero a quinta-feira, acho preciso de um novo ambiente, isso sim. Cadê a minha ilha?????

sábado, 2 de maio de 2009

Medo ???

Os sentimentos tentam imitar as oscilações do tempo lá fora, sem saber se é chuva ou sol, lemos, ouvimos música, assistimos filmes, tudo isso atrás de dicas que possam nos definir.
Mentira!!! É tudo mentira, não fazemos isso para descobrirmos se somos cópias do tempo lá fora ou não, o tempo que é copia lavada de nós mesmos, já havia lido esse papo, nós que escolhemos se o dia que se abre será bom ou não, se ficarei feliz ou não com a chuva que cisma em não parar.
Com isso fiquei imaginando “por quanto tempo as pessoas pensam que podem esconder as coisas? O tempo que nos amargura ou nos deixa felizes?” Talvez realmente seja eternamente, mas será que seria esconder? Às vezes elas até sabem algo, mas você que não sabe se passou pela cabeça do outro, lendo A velocidade da Luz do Javier Cercas veio um trecho bem interessante:
Imóvel, lembro-me que pensei: ele tem tanta vontade de rir que não pode rir. Depois pensei: não, está chorando, continuará chorando e não vai parar de chorar, se é que uma vez se pára de chorar, até os meninos irem embora. Depois pensei: não, ele tem tanta vontade de chorar que não pode chorar. Depois pensei: não, ele tem medo, um medo afiado como uma lâmina de barbear, um medo que corta, sangra e fede e que eu não consigo entender. Depois pensei: não, ele está louco, completamente louco, tão louco que é capaz de nos enganar e fingir que está em seu pleno juízo.”

Talvez um dos nossos sintomas sejam esses, vontade louca de rir e não poder, ou rir pra valer sem conseguir mostrar o quão isso realmente é importante e precisasse demais; as vezes é chorar mas não conseguir mostrar como isso é importante, ou não conseguir chorar, no mesmo livro ele fala do mesmo personagem não chorando por um tempo, mas meses depois esbanjando aparentemente sem motivo e logo compreendemos do que se tratava. Somos assim, misteriosos, e nós que precisamos controlar algumas coisas, até mesmo os nossos medos, pois às vezes o sol que não brilha é o medo que fica como nuvem negra e afetam nossos sentimentos, sentidos, estados. Nossa, como nosso corpo interliga tanta coisa, ainda acham que sou louca. Eric Novello soube mostrar reações do medo em seu conto do livro Paradigmas 1, numa frase bem interessante “Quando criança estabeleci que o edredom seria território seguro. Lá embaixo, nenhum monstro poderia me alcançar, ninguém poderia me fazer mal. É claro que não passava de bobagem, mas gosto de recordações de infância, da total falta de senso de perigo.

Quando criança eu era assim pelo menos, cobertor, edredom era o meu porto seguro em diversos momentos, hoje são os livros, as músicas, não nego que uso um ou outro para fugir de algumas realidades, não sou infeliz, sou realista, não tenho vida perfeita e aprendo por isso, ser egocêntrica ao extremo deixo para pessoas mais sem noção (calma Jubs, você não é ao extremo) ainda bem que tenho meus medos, se o cobertor ainda me protegesse saberia que meus maldosos medos sentem medo do meu escudo, onde se encaixaria uma frase do conto do Bruno Cobbi “O medo é o assassino da mente” frase real do Frank Herbert, saio ganhando cada vez mais e assim continua sendo com as pessoas, perdemos pedaços da mente, mas ganhamos outros mais valiosos, o medo por ser medo, ao sentir medo do medo só sai perdendo e parte. Não quero que concordem comigo, muito menos que pirem comigo, mas que eu possa falar sem sentido algum para que algum dia alguém também fale coisas sem sentido e sigam, pois assim também é a vida, devemos falar para os medos serem expostos mesmo que sem tanta clareza e assim seguirmos a vida. Correndo riscos, mas ainda vivos...


Para relaxar...



Um Ponto Oito (Pato Fu)

Dentro do meu carro
A estabilidade
Me faz acreditar
Que está tudo bem
Tudo em seu lugar

E logo me esqueço
Tudo tem seu preço
Aumento a velocidade
E atravesso a cidade
Sem pensar
Sem pensar
Sem pensar

Em mais ninguém
A não ser em quem gosta de mim
Me esqueci numa curva que fiz
Tão veloz que o amor
Não morreu por um triz
Não morreu por um triz

Mas naquela estrada
Naquela madrugada
Acho que matei alguém
E no mesmo instante
Morri um pouco também

Fui até ao rapaz
Que ainda vivia
E vendo ele morrer
Sem saber o que fazer
Segurei sua mão fria

Vi que era pobre
Moço sem instrução
Cheirava a pinga barata
Uma aliança no dedo
Talvez fosse um ladrão

Ajoelhei-me ao seu lado
Me disse o atropelado:
Fiquei com a pior parte
De tudo o que é chamado
Civilização

Devolva este anel
Pra dona daquele bordel
Foi lá que eu roubei
Diga pro dono do bar
Que minha conta encerrei

Silenciou de repente
Gemeu como um cão
E sobre o asfalto quente
Seu sangue escorreu suavemente
Todo pelo chão

Olhei a cidade
Olhei pro meu carro
Voltei a correr
Pensei em fugir
Quis não mais viver

Quis não mais viver
Com mais ninguém
A não ser com quem gosta de mim
Me esqueci numa curva que fiz
Tão veloz que o amor
Não morreu por um triz
Não morreu por um triz

Olhei a cidade
Olhei pro meu carro
Voltei a correr
Pensei em fugir
Quis não mais viver
Quis não mais viver
Quis não mais viver

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Voltando...

É tudo tão difícil quando...

Se tem um blog para escrever;

Livros para ler;

Filmes para assistir;

Amigo para agradar;

Trabalho para executar;

Pensamentos para refletir.

Tudo é tão, mas tão difícil que acaba por ter lógica e não ser tão sacrificante.

Por mais que pareça absurdo é bom mergulhar em novos mundos, ficar feliz e deprimida pelas histórias contadas, pensar nas frases interessantes de um conto ou livro. Uma vez me falaram que quando se lia um livro mais de uma vez víamos coisas que não tínhamos notado na primeira, segunda leitura, tem total sentido isso, apesar de na maioria dos casos ignorar reler um livro (eu acho mais difícil e se ainda existem tantos outros que ainda não li vou explorar outros pensamentos), isso acontece porque estamos em fases diferentes da vida, já lemos com outros olhos. Gente, é isso!!! Igual é uma música que um dia não significa nada, de repente é tudo. Com o pensamento assim distante as comparações são inevitáveis e acabo por fazer tudo que é complicado, é sempre assim.

A fase de ouro chegou, o jeito é aproveitar fazendo tudo que mais assusta e aprender com isso...

As pessoas, as coisas, vem e vão, os sentimentos são eternos. Sempre.

P.S.: Template Novo.

P.S.1: Explicações futuras.

P.S.2: Satisfeito?rs