quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Sem palavras.

As coisas têm mudado por aqui, em todos os sentidos eu posso falar, em todos os sentidos mesmo.
Ando fazendo e terminando aulas de tudo quanto é curso, de todas as formas possíveis, mas em alguns momentos acho que não aprendi nada, estranho isso, porém real, li uma matéria da Galileu que fala do “emburrecimento” ou mesmo “atraso de vida” que a internet tem feito por nós, algumas coisas reais, outras duvidosas, mas ao parar para escrever esse post (enquanto assistia a um filme) vi que é por ai mesmo, triste, mas é; não que eu ligue, mas poderia não ligar pra valer, concorda? Confuso, eu sei.

Para completar a confusão algumas pessoas têm me surpreendido nos últimos tempos, com palavras duras (que ainda doem), com elogios, novas conversas, ações e reações e até mesmo com novas escolhas, difícil falar sobre isso, ainda não sei, mas aprenderei a lidar com as novidades nem sempre boas que apesar de tudo aparecem, mas não tenho o que me lamentar, como disse alguns papos novos, convites, esperanças ainda aparecem para fazer meu dia um pouco melhor, ter uma esperança então é melhor focalizar nessa ultima parte.

De bom tive o curso do CFC, o curso em si não foi lá essas coisas, o que foi bom mesmo foram contatos, uma semana depois e continuo mantendo contato com o pessoal, marcando de sair e curtir, os intervalos dão saudades, mas os sms ficam para nos fazer rir ainda.
Bienal do livro, eu fui, com a garganta inflamada e dolorida, o dia num gelo só, lá encontrei o Juliano Sasseron e deu para matar um tico da saudade do meu escritor mineiro fofo, em breve lerei o livro dele e falo por aqui, espero que sendo tão sincera como procurei ser, não que tenha sido 100%, mas chegou perto do que sei falar, ainda mais porque ninguém lê isso aqui mesmo, acho que tenho escrito para não me deixar enganar, ou sei lá.
Fora tudo isso ainda tem muita coisa que eu já decifrei e outras tantas que nem cheguei perto, então melhor deixar quieto e finalizar aqui, antes que eu me perca mais e mostre o quão confusa eu sou, o que não é novidade. Sim, pirando.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O Diário da Sibila Rubra

Ouvir uma história é muito gostoso quando ela é interessante e a voz de quem conta se enquadra no texto, adorava quando minha sobrinha fazia isso pra mim quando eu era pequena, mas hoje tem coisas que me incomodam em relação a isso, livros contados assim nem sempre me agradam mais. Não sei se foi algo bom ou ruim, mas “O Diário da Sibila Rubra – Kizzy” lembrou-me isso, desde o começo eu ouvi como se alguém estivesse lendo para mim, o ruim foi porque eu não curto mais esse tipo de sensação, mas ao mesmo tempo era o que o personagem estava fazendo realmente, ele conseguiu me fazer ouvir o personagem como o outro tinha que ouvir, felizmente não sou profissional em falar sobre livros, porque não saberia o que realmente falar, o objetivo do autor foi atingido a leitura ao outro, eu acho, mas me irritou, isso é pessoal, fez diferença pra mim, então...
Quanto à história, tinha momentos que eu achava desnecessários, viajadas, tem livros que os finais me estressavam num sentido que não posso explicar aqui, não que seja ruim, mas mais uma vez a sensação pessoal entrava no meio e eu ficava sem definição para aquele momento, mas em outros a história corria bem mesmo, fiquei imaginando as pesquisas que o Kizzy fez para conseguir escrever o livro, os personagens enfrentarem coisas, aprenderem, lidarem com elas em diversos sentidos, nem tudo é fácil, nem tudo é culpa dos outros, são coisas que temos que aprender mesmo, não foi uma lição de moral que ele passou, mas que dá para aprendermos muito eu acho que felizmente eu consigo com todo tipo de livro, mesmo que o autor às vezes nem tenha imaginado isso, por essas pequenas coisas eu adorei o livro. Valeu a leitura, se não tivesse lido e soubesse que seria assim eu leria de novo só para ter o sabor dessas sensações.

P.S.: Esse foi meu livro de momento, não de lista!!!! Sim, faz diferença pra mim.
=/

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Boa Semana

Cada pessoa tem seu momento no mês de "boa semana" a minha demorou para acontecer, mas por fim aconteceu, coisas boas, incriveis aconteceram, desde conhecer gente nova a fazer um levantamento das coisas que andei passando.
Feliz com alguns encontros e reencontros, papos, descobertas, leituras. Agora só falta dormir mais.

Eu sei que estou voltando agora, mas em agosto andarei sumida devido ao curso do CFC (sim, vou tentar tirar a carta por fim), mas volto com novidade em breve, principalmente por causa da "Bienal do Livro" e do "Fantasticon".

Até Mais.

Senhor dos Aneis - Livros

Sim, depois de sabe lá quantos anos eu li até o final "Senhor dos Aneis - A Sociedade do Anel", falta os outros dois, mas vamos com calma, um livro de cada vez.
Prometi a mim mesma que não assistiria ao filme que nem gente grande até que terminasse os livros e acredite até hoje não assisti até ao filme o segundo e nem vi trecho do terceiro, sim, como disse meu dentista eu sou anormal.
Lendo esse livro vi várias ações/personagens que você pode ver no nosso dia-a-dia, o amigo fiel mesmo com duvidas do caminho, os amigos que te acompanham porque querem demonstrar a lealdade, o traiçoeiro, o de momento, os rivais que podem se tornarem amigos, entre outros. As cena tenho até medo de comentar, melhor deixar quieto. Mas algumas coisas apertam o coração, outras nos dá um pic extra. Valeu a pena a leitura, apesar dos demais comentários.

Falando em comentários, existe no youtube um vídeo do Felipe Neto (Não Faz Sentido) que fala do livro Crepusculo, ele ACABA com o livro e alguns comentários tentam acabar com ele, mas não dá muito certo, FELIZMENTE, os tipos de comentários que mais aparecem é falando que ele que é super fã porque leu os livros e assistiu aos filmes, mas cara é óbvio que ele fez isso, não se pode falar mal de algo sem conhecer, achar que é infantil, que não é bom, por algumas resenhas, orelha e pequenos paragrafos é uma coisa, agora falar MAL mesmo só conhecendo, lendo para ter reais justificativas, que é o que ele põe, eu li e PUTZ, que saco, alguns a leitura passa rápido, outros uma tortura, no final foi só um livro, nada de bom, sem sentimentos, sem atingir empolgação alguma em mim, nem as "piores" me fizeram falar nada/sentir nada. Não, eu nunca recomendei esse livro pra ninguém, mas é o que falava "ao menos vi pontos pra diferenciar algo bom de algo ruim e ter base pra criticar", quem me conhece tem a minha base pra reclamar também.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Meu Amor é Um Vampiro

O último livro que terminei foi “Meu Amor é Um Vampiro”, me arrependo incrivelmente de não ter ido ao lançamento, mas cada um tem seu momento para as coisas.

O livro é uma coletânea com 9 autoras, organizado por Eric Novello e Janaina Chervezan, apesar de ter achado a capa algo meio adolescente, eu conhecia o trabalho do Novello e de algumas das autoras, mesmo se fosse juvenil demais a qualidade compensaria a leitura, bem que dizem que capa não revela o conteúdo e nem sempre uma boa capa é sinônimo de bom livro, e vice-versa, mesmo eu sendo daquelas que tem a visão que uma boa capa faz um grande diferencial, enfim.

“Meu Amor é um Vampiro” me agradou demais e fico feliz por ter lido, ele mostra diferentes personagens lidando com isso que chamamos de paixão, amor à primeira vista, sensações estranhas ao ver alguém, cada autora ao seu modo mostrar como nem tudo é fácil, nem todo amor adolescente é mil maravilhas, nem todo sentimento é correspondido, nem sempre a beleza é que conta e nem sempre devemos confiar fielmente em quem diz nos proteger. Como não poderia faltar em um livro de vampiros existiu a sedução, a magia, a força, o sangue, a lealdade com o que se deseja. Do dócil ao “bruto”, do racional ao irracional, do querer e não querer amar, do mistério as descobertas tudo em algumas páginas.

Elas mandaram ver.

“Meu Amor é Um Vampiro” Quem nunca se apaixonou que enfie a primeira estaca.

Tem dias que acordamos como se fossemos mentir pro mundo inteiro, aquela sensação de ter que respirar fundo e encenar até a hora de voltar para cama.

Hoje foi meu dia, o dia em que acordei sem querer abrir os olhos, enrolei na cama querendo que tudo não fosse nada além de um sonho, um pesadelo, mas era realidade. Dia chuvoso, me desligava totalmente. Agora responda “Quem foi que disse que pesadelos não se tornam realidade?” Vi isso hoje, não sei como, não sei por que.

Não vi quem eu queria, senti saudades de quem não deveria, comecei a sentir de quem eu tinha por perto, estamos crescendo e eu ainda finjo que sei lidar com isso, tapa na cara é sempre bom. Sonhei, escrevi, desenhei, fotografei, recordei e o melhor é que não fugi de mim 100%

Agora é hora de correr e crescer de verdade, mesmo sendo chato.

Como dizia Cazuza “O Tempo não para”.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

"O prédio, o tédio e o menino cego"

Há uns dias estava lendo no trajeto de casa para o trabalho, e vice-versa, o livro de Santiago Nazarian “O Prédio, O Tédio e O Menino Cego”, após um dia cansativo de trabalho estava no ônibus com a minha gestora e ela me perguntou em qual deles eu me via, ela não leu o livro e já estava me jogando na parede, querendo que eu respondesse logo qual deles, se ainda perguntasse dos personagens eu talvez parasse para pensar, mas acho que a pergunta foi tão surpreendente e sem sentido no momento que eu respondi de imediato “O prédio”, quando terminei o livro não mudei de idéia, entre os três essa era eu, o prédio inclinado, tá, o livro para mim foi um tédio até a metade do livro, odiei o capitulo que era pra falar que era um tédio, mas não vim falar do livro em si.

O Prédio inclinado na verdade tinha vários motivos para ser assim, uma construção, uma mudança difícil que o manteve daquele jeito por anos, ele aceitava e ejetava pessoas quando bem entendesse, as pessoas tinham que se acostumar com o jeito diferente dele comparado aos outros e estranharam quando ele mesmo mudou. Quem nunca passou por coisas semelhantes? Aceitar e “rejeitar” pessoas que apareciam em suas vidas, aceitar e depois ver que não era o melhor, mudar e assustar com essa mudança, ter contato com inúmeros tipos de pessoas. Acho que foi por ai que meu subconsciente se baseou para responder a pergunta louca que recebi. O Prédio inclinado tinha um pouco de mim e com certeza tem um pouco de você, acho que sem querer, ou querendo, vai saber, Nazarian sabia o que estava escrevendo e como estava.